Citricultura movimenta R$ 16,9 bilhões em SP e concentra 80% da produção nacional
A produção de laranja movimentou R$ 16,9 bilhões em São Paulo em 2025, somando os valores destinados à indústria e ao consumo in natura, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O Estado concentra 80% da produção brasileira, de acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), e tem na pesquisa agrícola uma das bases para o desenvolvimento da atividade. De janeiro a setembro de 2026, as exportações paulistas do grupo de sucos alcançaram US$ 1,42 bilhão, dos quais 96% corresponderam ao suco de laranja.
Parte das pesquisas que contribuem para esse setor é realizada em Cordeirópolis, a cerca de 15 quilômetros de Limeira. O município abriga o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Criado em 1928 como Estação Experimental de Limeira, o Centro atua no desenvolvimento de variedades e em estudos sobre doenças, nutrição e manejo dos pomares. Atualmente, mantém 54 variedades comerciais de laranja registradas e, nos últimos três anos, lançou 24 novas variedades de citros.
A pesquisa influencia diretamente a composição dos pomares paulistas. Segundo o Instituto Agronômico, 90% das variedades cultivadas no Estado têm origem em trabalhos de pesquisa ou na manutenção de matrizes genéticas da instituição. Entre as principais está a laranja Pera, que representa cerca de 30% da produção de laranjas doces e atende tanto ao mercado de frutas frescas quanto à indústria de sucos. Natal, Valência e Folha murcha também são cultivadas em São Paulo.
Introduzidas no Brasil pelos portugueses no século XVI, as frutas cítricas ganharam espaço na agricultura paulista ao longo dos séculos, acompanhando a expansão dos pomares e o desenvolvimento de técnicas de cultivo. Atualmente, um dos principais desafios do setor é o greening, doença associada a bactérias e transmitida pelo psilídeo, um pequeno inseto que afeta a saúde das plantas e a produção. Em Cordeirópolis, o Centro de Citricultura também mantém um banco de germoplasma, que conserva materiais genéticos utilizados em pesquisas para o desenvolvimento de novas variedades e o enfrentamento de problemas da citricultura.
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