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Mercado imobiliário desacelera em abril e locações caem 80% na região

O mercado imobiliário de Limeira e região registrou desaceleração em abril e interrompeu o ritmo de crescimento do mês anterior. Levantamento do CRECI-SP, com participação de 77 imobiliárias em 15 municípios, aponta queda de 23,97% nas vendas e recuo de 80,54% nas locações de imóveis residenciais usados. Apesar do resultado negativo no volume de negócios, o setor mantém estabilidade na demanda, sustentada principalmente por imóveis de padrão médio e tipologia compacta, alinhados à capacidade de financiamento das famílias e ao cenário de crédito mais restritivo.

As vendas permanecem concentradas em apartamentos, que representam 57% das negociações em abril, enquanto casas respondem por 43%. O levantamento indica predominância de unidades com dois dormitórios, perfil que domina o mercado tanto em casas (65,2%) quanto em apartamentos (76,2%).

A preferência por imóveis menores também aparece na metragem: 56,5% das casas vendidas possuem entre 51 m² e 100 m², percentual que chega a 71% nos apartamentos. O comportamento evidencia um consumidor mais cauteloso, que prioriza o custo total da aquisição, incluindo financiamento, condomínio e manutenção.

Na faixa de valores, metade das vendas ocorre entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, reforçando o protagonismo do segmento médio no mercado regional. Imóveis acima de R$ 501 mil representam 15,9% das transações, o que indica demanda mais restrita no alto padrão.

O financiamento habitacional segue como principal forma de pagamento, com destaque para a Caixa Econômica Federal, responsável por 56,8% das operações. Compras à vista somam 20,5%, enquanto acordos diretos entre comprador e vendedor chegam a 15,9%. Outros bancos respondem por 6,8%. No recorte geográfico, a maior parte das vendas (76,7%) ocorre em “demais regiões”, fora do centro e áreas nobres, que concentram 9,3% e 14%, respectivamente. O dado reforça a expansão para bairros periféricos e em desenvolvimento, com maior oferta de imóveis de menor custo.

Locações

O mercado de locação residencial usada apresenta retração acentuada em abril, em linha com a maior cautela financeira das famílias e o impacto do custo de vida elevado. Apesar da queda no volume de contratos, o perfil das locações permanece semelhante ao dos meses anteriores, com predominância de imóveis compactos e de padrão médio. As casas representam 83% das locações, enquanto apartamentos respondem por 17%. O segmento segue apoiado por garantias tradicionais, como fiador, caução e seguro-fiança, fundamentais para a formalização dos contratos.

Cenário econômico

O desempenho reflete o ambiente econômico nacional, marcado por juros elevados, restrição no crédito imobiliário e maior seletividade na concessão de financiamentos. Esses fatores levam consumidores a priorizar imóveis mais acessíveis e funcionais, especialmente em regiões com infraestrutura consolidada.

 

Mesmo com a retração em abril, o acumulado de 2026 ainda registra alta de 74,69% nas vendas e queda de 52,06% nas locações. No recorte de 12 meses, o setor mantém crescimento de 89,5% nas vendas e 138,09% nas locações, indicando mercado ainda aquecido no longo prazo, porém mais sensível às oscilações econômicas no curto prazo.


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