Cobertura eleitoral muda com avanço da tecnologia
Até os anos 1990, a cobertura das
eleições no Brasil dependia de uma apuração manual dos votos. Os resultados
eram contabilizados nas zonas eleitorais e repassados por telefone ou telex às
redações, em um processo que podia levar dias. Jornais preparavam edições
extras, enquanto rádio e televisão mantinham plantões para acompanhar a
divulgação. Nesse período, a informação eleitoral estava concentrada nos
veículos tradicionais e nos dados fornecidos pela Justiça Eleitoral.
Entre 1996 e 2010, a implantação da urna eletrônica e a expansão da internet mudaram o ritmo da cobertura. A urna eletrônica começou a ser utilizada nas eleições de 1996, contribuindo para acelerar a totalização dos votos. Com o crescimento dos portais de notícias, as redações passaram a acompanhar as parciais em tempo real e a produzir conteúdo para diferentes plataformas. De 2014 a 2022, as redes sociais ampliaram ainda mais a circulação de informações, enquanto o jornalismo de dados e a checagem de fatos ganharam espaço na cobertura eleitoral.
Em 2026, a cobertura ocorre em um ambiente multiplataforma, com sites, redes sociais, vídeos curtos, transmissões ao vivo e painéis de dados. A inteligência artificial acrescenta novos desafios, especialmente com a possibilidade de criação e alteração de imagens, vídeos e áudios. Diante da velocidade de circulação dos conteúdos, a verificação da origem e da autenticidade das informações se tornou parte essencial do trabalho jornalístico, que precisa conciliar rapidez na publicação com precisão e responsabilidade na divulgação dos dados eleitorais.
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