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Vira-lata caramelo se torna expressão cultural de São Paulo

O famoso e simpático “vira-lata caramelo” agora é reconhecido por lei como expressão cultural de São Paulo. A lei estadual foi publicada no dia 22 no Diário Oficial e já está em vigor.

O reconhecimento do caramelo chega como uma forma de dar visibilidade e proteção aos animais como um todo. O país tem cerca de 30 milhões de cachorros, gatos e outras espécies domésticas abandonados.

“Respeitar os animais e proteger as vidas deles é um exercício de humanidade. Sabemos o quanto é importante acolher um cachorrinho quando ele procura um lugar para deitar, alguém pra ficar perto ou simplesmente mostrar como está feliz na nossa companhia. É uma troca de amor, carinho e cuidado”, disse o governador Tarcísio de Freitas após assinar a lei que tornou o caramelo expressão cultural de SP.

A prática de abandonar animais é crime e pode levar à pena de até um ano de detenção, que pode ser agravada se houver indícios de maus-tratos ou riscos para a saúde do bicho.

Em São Paulo, os abandonos podem ser denunciados à Delegacia Eletrônica de Proteção Animal no 0800-600-6428. Na capital paulista, os pets deixados para trás são recolhidos pela Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) e são, posteriormente, disponibilizados para adoção.

Casos recentes

Entre os casos de maus-tratos a animais registrados recentemente está o do cachorro Orelha. A morte brutal do cachorrinho, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, causou comoção nacional. Cão comunitário, ele foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. Após ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, o cachorro teve que ser submetido à eutanásia no dia 5, em razão da gravidade dos ferimentos.

As autoridades também investigam um outro caso de agressão feito pelos adolescentes contra o cachorro conhecido como Caramelo. O animal conseguiu escapar dos ataques do grupo.

Outro caso é o do cão Abacate, morto na terça-feira (27) com um tiro de arma de fogo no bairro de Tocantins, na cidade de Toledo, Paraná. Segundo informações da polícia, a bala atravessou o corpo do animal, atingindo os rins. As autoridades investigam quem foi o autor do disparo e salientam que houve a intenção de matar. Não foi um acidente. Abacate, assim como Orelha, era um cachorro comunitário, cuidado pelos moradores da região.

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