Região entra em alerta após novas mortes por febre maculosa
São Paulo já registra 23 mortes por febre maculosa em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Ao todo, foram confirmados 24 casos da doença no Estado. A região de Piracicaba aparece entre as áreas com maior número de ocorrências, com seis casos confirmados e seis mortes, atrás apenas de Campinas, que soma sete casos e seis óbitos. Sorocaba aparece na sequência, com três casos e três mortes. Também houve registros em Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, com um caso e um óbito em cada município. Em cinco ocorrências, o local provável de infecção ainda é investigado.
O cenário coloca a região de Piracicaba entre os principais pontos de atenção no Estado, principalmente pelo número de mortes. A concentração de casos ocorre em áreas do interior paulista, onde a circulação do carrapato-estrela e a presença de animais hospedeiros aumentam o risco de transmissão. A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia e pode evoluir rapidamente para quadros graves, o que reforça a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
Em Limeira, segundo dados apurados pela Gazeta, não há novos casos confirmados ou mortes por febre maculosa em 2026. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o município teve 69 casos notificados em 2024, com um caso confirmado e um óbito. Em 2025, foram 75 notificações, dois casos confirmados e dois óbitos. Neste ano, até o momento, são dois casos notificados, sem confirmação. Na região, Cordeirópolis registrou um óbito em 2024, enquanto Iracemápolis não teve mortes, embora tenha registrado casos notificados.
Segundo a Prefeitura de Limeira, áreas próximas a córregos e ribeirões são consideradas de atenção, principalmente onde há presença frequente de capivaras, importantes hospedeiras do carrapato-estrela. Também são consideradas áreas de risco locais com colocação irregular de equinos, como áreas verdes e praças públicas.
O município mantém ações de prevenção, com placas de alerta nos Locais Prováveis de Infecção, orientações à população, atividades educativas e informações sobre a doença, além de acompanhamento das áreas relacionadas a casos confirmados. A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis e informar sobre eventual contato com carrapatos ou passagem por áreas de risco.
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