Vacina da gripe: proteção que salva vidas
Queridos leitores, a campanha de vacinação contra a gripe teve início há uma semana e é muito importante informá-los sobre o assunto, pois ainda enfrentamos mitos e incertezas. Com a chegada dos meses mais frios, aumentam os casos de doenças respiratórias. E, junto com eles, voltam dúvidas, receios e até informações equivocadas sobre a vacina da gripe.
A imunização contra a Influenza continua sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir complicações graves, internações e mortes especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
“Por que a vacina da gripe é tão importante, Doutor?”
A Influenza não é um “resfriado forte”. Trata-se de uma infecção viral que pode evoluir rapidamente para quadros graves, como pneumonia, insuficiência respiratória e descompensação de doenças já existentes.
Em idosos, por exemplo, a gripe pode ser o gatilho para a piora da insuficiência cardíaca, o agravamento das doenças pulmonares, o aumento do risco de internação e o declínio funcional e cognitivo.
Vacinar é, portanto, muito mais do que evitar uma infecção. É preservar autonomia, qualidade de vida e reduzir riscos maiores.
“Doutor, quais são os tipos de vacina disponíveis?”
As vacinas contra a gripe são atualizadas anualmente para acompanhar as mutações do vírus. As principais hoje são:
• Vacina trivalente: protege contra três cepas do vírus Influenza (duas do tipo A e uma do tipo B).
• Vacina quadrivalente: protege contra quatro cepas (duas A e duas B), oferecendo cobertura mais ampla.
No sistema público de saúde, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina trivalente, com composição definida pela Organização Mundial da Saúde, de acordo com os vírus mais circulantes naquele ano.
“Doutor, quem deve se vacinar?”
O protocolo do Ministério da Saúde prioriza grupos mais vulneráveis, incluindo idosos (60 anos ou mais), crianças de 6 meses a menores de 6 anos e gestantes e puérperas, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos. A recomendação prática é clara: quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação do vírus.
Mitos que ainda precisam ser combatidos:
Apesar da ampla evidência científica, alguns mitos persistem:
“Doutor, a vacina dá gripe ?”
Não. A vacina é feita com vírus inativado, incapaz de causar a doença.
“Doutor, tomei a vacina e fiquei gripado”
Possivelmente a pessoa já estava incubando o vírus ou teve contato com outro vírus respiratório, como rinovírus ou coronavírus.
“Doutor, não preciso tomar todo ano”
Precisa sim. O vírus sofre mutações frequentes e a proteção diminui com o tempo.
“Doutor, só idosos precisam?”
Errado. A vacinação coletiva protege toda a comunidade, inclusive os mais frágeis.
Vacinar é prevenir e prevenir é cuidar, pois a vacinação contra a gripe reduz significativamente as internações hospitalares, as complicações respiratórias e a mortalidade em grupos de risco. Além disso, a imunização contribui para evitar a sobrecarga do sistema de saúde, algo especialmente importante após os aprendizados da pandemia de COVID 19.
O cuidado com a saúde não começa no hospital. Começa na prevenção. A vacina da gripe é segura, eficaz e amplamente disponível. Ainda assim, muitas pessoas deixam de se proteger por medo ou desinformação. Em um cenário de envelhecimento populacional, como temos hoje, a imunização se torna ainda mais essencial.
Vacinar é um ato individual, mas com impacto coletivo. É proteção para você e para todos ao seu redor. Tenham todos uma boa semana!
Que a ressurreição de Jesus ajude a renascer em nós a esperança e fortaleça a nossa fé! Feliz Páscoa!
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